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O que você achou dos novos Moto G17, Moto G67 e Moto G77?

Publicado em 11/03/2026 na Motorola Community
Atualizado em 13/03/2026


A Motorola iniciou as vendas dos Moto G17, Moto G67 e Moto G77 no mercado brasileiro, visando substituir os bem-sucedidos Moto G15, Moto G56 e Moto G75. 

Mas será que eles fazem bem esse trabalho?

O Moto G17 melhorou nos seguintes pontos:
  • Tela de 800 nits no modo padrão e 1050 nits no modo automático (o antecessor chegava a 1000 nits no modo automático);
  • Proteção IP64 (o antecessor era IP54);
  • Câmera frontal de 32 MP (o antecessor era de 8 MP);
  • Bluetooth 5.4 (o antecessor era 5.0).
No restante, ficou igual ao antecessor:
  • Design, dimensões e peso;
  • Tela LCD IPS de 6.7 polegadas Full HD+ com taxa de atualização de 60Hz (poderia ser de, pelo menos, 90Hz, sendo que o Moto G06 tem taxa de atualização de 120 Hz) e Gorilla Glass 3 (do primeiro Moto G, de 2013, sendo que poderia ser a versão 5);
  • Android 15 (sim, a mesma versão do Android do antecessor, embora deveria ser a versão 16, considerando que não receberá nenhuma atualização - apesar de que deveria receber, pelo menos, 2 atualizações);
  • Chipset Mediatek Helio G81 Extreme (escolha bastante decepcionante, pois se fosse o Helio G99 ou o Dimensity 6100+ teria sido melhor e ainda assim não me deixaria mais empolgado);
  • Opção com 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento (ainda não se sabe se é eMMC ou UFS, mas se for o primeiro, será bastante decepcionante) ainda é o padrão - 6 GB de RAM já deveria ser o padrão, embora em alguns países tem a opção de 8 GB de RAM e em outros tem a opção de 256 GB de armazenamento, mas não os dois; 
  • Câmeras principal e ultrawide de 50 MP e 5 MP, respectivamente (a ultrawide poderia ser de 8 MP);
  • Bateria de 5200 mAh (poderia ser de 5500 mAh).

O Moto G77 melhorou nos seguintes pontos:
  • Está mais leve e com cantos arredondados
  • A tela agora é AMOLED (o anterior era LCD IPS), com pico de 5000 nits (o anterior chegava no máximo a 1000 nits) e Gorilla Glass 7i (o anterior estava na versão 5)
  • Câmera principal de 108 MP (o anterior tinha 50 MP) e câmera frontal de 32 MP (o anterior era 16 MP)
  • A bateria aumentou um pouco, para 5200 mAh (antes eram 5000 mAh)
Ficou igual ao G75 nesses pontos:
  • As dimensões e espessura são basicamente as mesmas
  • A tela continua com 6.8 polegadas
  • Certificação MIL-STD-810H
  • 8 GB de RAM e opções com 128 ou 256 GB de armazenamento
  • Câmera ultrawide de 8 MP;
  • Som estéreo
  • Bluetooth 5.4
  • Carregador de 30W
E, lamentavelmente, piorou nesses pontos:
  • Proteção IP64, sendo que antes era IP68, ou seja, continua com proteção igual contra poeira só que piorou a proteção contra água;
  • Chipset Mediatek Dimensity 6400 com núcleos Cortex-A76 - antes, era o Snapdragon 6 Gen 3, com núcleos Cortex-A78, um downgrade considerável e incompreensível, o que deve afetar negativamente o desempenho geral e desempenho das câmeras - se fosse o Dimensity 7400, faria mais sentido e seria uma decisão muito melhor (a Motorola errou por "1 número", basicamente)
  • Câmera filma no máximo em 2K, sendo que antes filmava em 4K
  • O Wi-Fi máximo é o 5, sendo que antes suportava o 6e.

Mas e o Moto G67?

Ele simplesmente é o lançamento mais decepcionante e desnecessário, porque ele basicamente é o Moto G77, com pouquíssimas mudanças, mas todas pra pior:
  • Tem menos RAM, com apenas 4 GB
  • A câmera principal é de 50 MP
  • O chipset é ligeiramente inferior, o Mediatek Dimensity 6300
Quanto ao Moto G17, lançado por R$ 1200, para quem ainda tem o Moto G15, não existem motivos para considerar o seu sucessor e comprá-lo em 2026 ainda faz mais sentido - embora a própria Motorola tenha opções mais razoáveis com preço próximo, apesar da concorrência ter opções muito mais interessantes, como os próprios Galaxy A07 e Galaxy A17 5G, que eu comentei aqui.

Quanto ao Moto G77, o chipset é o seu maior ponto fraco, o que torna opções como o Moto G75 e o Moto G86 mais interessantes. Aliás, o Mediatek Dimensity 6400 deveria estar, no máximo, em um Moto G37, nunca no Moto G77. Lançado por R$ 2200, só se torna uma escolha razoável se estiver abaixo dos R$ 1000.

E quanto ao Moto G67? Lançado por R$ 1800, definitivamente não deveria nem ter sido lançado no Brasil, sendo que o Moto G56 ainda é uma escolha mais interessante. Ele, ao meu ver, meio que mancha um pouco a reputação dessa linha, que foi muito bem representada pelo Moto G60.

Ou seja, nos três lançamentos, a Motorola tomou decisões bastante questionáveis, que os deixaram abaixo do que a concorrência entrega na mesma faixa de preço, além de serem iguais ou piores que seus antecessores, o que é bastante lamentável.

Penso que a Motorola, ao invés do que fez, deveria ter feito o seguinte:
  • O Moto G17 deveria ser a versão internacional do Moto G Power (2026), que é um dispositivo exclusivo dos Estados Unidos, mas que resolve quase todos os problemas dele (menos a bateria, diferente do que o "Power" no nome dá a entender - outra das controvérsias da Motorola), entregando o que realmente se espera de um Moto G1x. Não que o Moto G Power (2026) precisasse do IP68, já que o IP64 já estava ótimo. E se o Mediatek Dimensity 6300 fosse muito caro, era só considerar a versão 4G desse chipset, o Helio G99, que a Samsung já enfiou até no Galaxy A07, sendo que já o usa desde o Galaxy A24, de 2023.
  • E, ao invés de ter vindo o Moto G67 e o Moto G77, era pra ter vindo o Moto G57 e o Moto G67 Power. Além de ambos terem chipsets muito melhores - Snapdragon 6s Gen 4 e Snapdragon 7s Gen 2 respectivamente, que são um tanto parecidos em especificações, é verdade - eles não perdem para os antecessores (embora a câmera frontal do G57 inexplicavelmente tem menor resolução que a do G56, mas ao menos melhorou o chipset), o Moto G67 teria o chamariz da bateria de 7000mAh, que é um item que os brasileiros gostam bastante, mas ficam chateados da Motorola não trazer pra cá - a Motorola parece não gostar muito de trazer os aparelhos na edição Power para o Brasil, sendo o último o Moto G24 Power, que nem era grande coisa.

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